Três filmes no Netflix para entender a escravidão e o racismo

Feriado prolongado, crise e falta de dinheiro combinam com maratona de filmes no Netflix, não é mesmo? Se você também está sem muita expectativa para o feriado, que tal ver um filminho emocionante e, de quebra, aproveitar para aprender um pouco de história? Hoje vim aqui falar um pouco sobre alguns dos meus filmes preferidos lançados nos últimos anos que falam sobre o período de escravidão e o racismo nos EUA.

Já assistiu algum desses filmes? Conte o que achou!

Cinéfila, eu?

Nos últimos tempos tenho assistido a muito filmes. Em média uns três ou quatro por fim de semana, e cada um deles só me faz reforçar ideias que carrego já há algum tempo. Perdi alguns anos da minha vida tentando bancar a durona, mas a realidade é que mal posso assistir 30 minutos de um filme com leve toque de drama ou romance, que já começo a segurar o choro. Acho incrível o poder que as histórias têm sobre as pessoas: de repente numa tarde de domingo, entediado, você coloca um filme  e uma cena te faz refletir sobre a sua vida inteira. É isso que me atrai no cinema: a sensibilidade ao contar tramas, a sutileza de algumas interpretações, o humor sarcástico e inteligente, a curiosidade por novas culturas e ideias, a imaginação que constrói ficções absurdas de tão fantasiosas e mesmo assim dotadas de algum sentido. Poderia divagar por horas. Amo cinema.

Assistir a todos esses filmes bonitos que tenho encontrado por aí me faz lastimar cada vez mais a realidade. Em que mundo vivemos em que é mais apreciado ver dois homens lutando e matando semelhantes, do que se amando? Onde as pessoas se escondem por trás de suas máscaras e pior que nos filmes, inventam realidades que não existem, só para terem o conforto de ignorar o que não lhes convém? Cada filme carrega em si uma mensagem embutida, clara ou abstrata, que pode servir ou não ao telespectador. Ultimamente tenho aproveitado muito os que falam de liberdade; por mais mentirosos que talvez possam ser, eles sempre me fazem refletir o quão importante e edificante pode ser viver fazendo o que se tem vontade, tendo permissão para ousar, reinventar, viver realmente sem ressalvas, com os dois pés no chão e o coração aberto… Quanto tempo se perde alimentando mágoas, cultivando certos hábitos que nos impedem de crescer e experimentar novas experiências? Sinceramente nunca vi nenhum preconceito que levasse a alguma evolução.

Aqui vão os Trailers e pequenas sinopses de alguns filmes (fora de ordem de preferência) que tem me tirado do tédio, feito dar boas risadas, refletir e chorar:

 

Tempos Modernos  (Modern Times), de Charles Chaplin (1936). É um filme bastante antigo, ainda mudo e preto & branco, que faz uma crítica ao sistema capitalista e à sociedade da época com muito humor.  É um clássico obrigatório e só perde quem não assiste por achar que todo filme antigo está ultrapassado. Tempos Modernos permanece atual mesmo após mais de 70 anos.

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O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button), David Fincher (2008). Conta a história de Benjamin Button, interpretado por Brad Pitt, um bebê que ‘nasce idoso’ e conforme o passar do tempo, vai se tornando jovem. Foi baseado no livro de F. Scott Fitzgerald e indicado a 13 oscars (dos quais venceu três) e 6 globos de ouro. O filme é brilhante, faz rir e chorar ao mesmo tempo e tem uma fotografia muito bonita.

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Comer, Rezar, Amar (Eat, Pray, Love), Ryan Murphy (2010). Julia Roberts interpreta Elisabeth Gilbert, a autora do Best Seller Comer, Rezar e Amar, que viaja para a Índia, Itália e Indonésia numa saga em busca do auto-conhecimento. Relutei por muito tempo para ver o filme, por que confesso que o nome me deixava com a sensação de que iria presenciar um filme de auto-ajuda, mas me enganei e me surpreendi positivamente com o filme. Tem uma trilha sonora incrível, atores maravilhosos, e cenários deslumbrantes. Deixa qualquer um com vontade de sair viajando mundo a fora também.

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Amor e Outras Drogas (Love and Other Drugs), Edward Zwick (2010). Anne Hathaway estrela no filme interpretando Maggie Murdock, uma jovem de 26 anos que sofre de mal de Parkinson e tem pavor de relacionamentos amorosos, até que se vê balançada por Jamie Randall (Jake Gyllenhaal), um sedutor que trabalha na indústria farmacêutica. O filme é mais do que uma comédia romântica, tem uma trilha sonora muito boa e a fotografia é linda. Chuto dizer que essa é uma das melhores atuações de Anne Hathaway.

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Sexo Sem Compromisso (No Strings Attached), Ivan Reitman (2011). No elenco temos Ashton Kutcher e Natalie Portman, interpretando dois jovens amigos que buscam um único objetivo, sexo, mas que acaba gerando enormes confusões. Uma comédia romântica muito boa, pra passar o tempo mesmo.

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Então providencie a pipoca, escolha um filme e divirta-se! Tenho mais dezenas de indicações e então abaixo vai uma listinha maior!

  • Coincidências no Amor (Jeniffer Aniston – Comédia Romântica)
  • Assunto de Meninas (Temática GLS – Drama)
  • Um quarto em Roma (Temática GLS, conceitual, não deve agradar muita gente – Drama)
  • Casa Blanca (Clássico)
  • Bruna Surfistinha (Nacional / Drama – Bastante pesado, porém interessante, com uma fotografia incrível e as atuações são excelentes)
  • Olga (Nacional)
Se alguém tiver mais sugestões, só deixar nos comentários!