#Resenha: Simon vs. A Agenda Homo Sapiens

Olá pessoas!

Hoje vim aqui falar sobre um livro que gostei muito: Simon vs. A Agenda Homo Sapiens, da escritora estadunidense Becky Albertalli. Esse livro foi muito legal principalmente por abordar um assunto que não encontramos com frequência nos livros: a homossexualidade.

O livro irá contar a história de Simon, um garoto de 16 anos que ainda está no armário. Seus pais são bastante modernos, mas ele ainda não se sente preparado para assumir sua orientação sexual. Simon tem um e-mail secreto para esconder sua identidade e vem trocando mensagens com um garoto que se apresenta como Blue. O misterioso Blue, que Simon não faz a mínima ideia de quem possa ser, mas que toma um papel cada vez mais importante em sua vida. Porém, aparece Martin, um cara babaca da escola que descobre os e-mails secretos entre Simon e Blue, e passa a chantageá-lo para não contar para toda a escola que Simon é gay. Essa combinação clichê entre segredo, romance e chantagem é o que torna esse livro tão envolvente, além claro, do romance entre dois garotos que, por ser uma novidade na literatura, proporciona à escritora utilizar um clichê sem que isso se torne um problema. O livro é narrado por Simon e contém todos os emails que são trocados entre ele e Blue - emails muito fofos, por sinal!

Como é de se esperar de um romance de temática gay, o livro levanta indiretamente algumas discussões com o leitor, como por exemplo, a gravidade de tirar alguém do armário à força, o preconceito com homossexuais e outras questões que não posso falar para não levantar spoilers. Simon vs. A Agenda Homo Sapiens é um livro leve, divertido, cativante e que tão bom que vai virar filme!

As gravações já começaram e o filme ainda não tem data prevista de lançamento. Entre os atores escolhidos, teremos Jennifer Garner e Josh Duhamel como os pais de Simon, e Katherine Langford, a  Hannah Baker, de 13 Reasons Why, como Leah Burke, melhor amiga de Simon e Nick Robinson, que foi protagonista de Jurassic World, como Simon Spier:

E vocês, já leram o livro? O que acharam? Conhecem livros do gênero que recomendam?

Deixem sua opinião nos comentários!

#Resenha: Auggie & Eu – R.J. Palacio

Olá, pessoas!

Vim aqui hoje para falar sobre alguns livros que li esse mês! Li Extraordinário, da R.J. Palacio, e amei tanto que, assim que terminei, fiz uma resenha dele aqui no blog por que eu simplesmente precisava falar sobre esse livro com alguém. Após ler Extraordinário, fiquei louca para ler O Capítulo do Julian, Shingaling e Plutão, os demais livros da R.J. Palacio que mostram o ponto de vista de outros personagens de Extraordinário sobre o August Pullman. Auggie & Eu reúne em Volume Único as três estórias, que também podem ser encontradas separadamente.

Vamos lá às impressões que tive! Sabe quando um autor lança um livro muito bom e a continuação te deixa frustrado? Pois é, você se sente lendo uma continuação que quer apenas ganhar dinheiro em cima do sucesso da primeira! Shingaling e Plutão, talvez agradem ao público infanto juvenil, que ainda não tem muito senso crítico, mas achei que foram continuações um tanto forçadas. O primeiro, conta a história da Charlotte, a garota que participou da comissão de boas vindas ao August na escola, e revela sua paixão pela dança e suas inseguranças. Tem alguns pontos legais, como a preocupação dela quando um artista de rua deficiente visual que ela sempre via se apresentar no caminho da escola desaparece de repente e também as explanações dela sobre a amizade, sobre se encaixar e ser uma pessoa legal. No entanto, o livro não apresenta nenhum acontecimento memorável, que o torne marcante. Já o segundo, Plutão, conta a história de Christopher, o primeiro e melhor amigo de August. O livro mostra a infância de August como um garoto diferente e a visão do melhor amigo sobre as demais crianças que preferem não se aproximar dele por conta de sua aparência. No mais, o livro também não apresenta nada muito marcante.

O Capítulo do Julian é muito bom! Vai revelar o amadurecimento de Julian, o garoto que era responsável pelas brincadeiras de muito mal gosto contra August na escola, e como ele irá reverter suas más ações. Suspenso por duas semanas por praticar bullying, quando volta à escola sente-se enciumado por perceber que o Auggie está se saindo bem e fez alguns amigos. Iremos perceber que Julian é um garoto que tem um padrão de vida alto, cujos pais são arrogantes e que ele é espelho das atitudes que presencia em casa, acreditando que o mundo gira em torno de si e sendo mimado. Mas quando Julian precisa passar as férias na casa da avó judia na França e fica sabendo que ela fugiu dos nazistas na 1ª Guerra Mundial, os detalhes da aventura de sua avó paterna irão fazer com que ele tenha faça algumas reflexões. Vale muito a pena!

#Resenha: A Lista Negra – Jennifer Brown

Olá pessoas!

A resenha de hoje é de uma escritora que já falei por aqui, a Jennifer Brown. A autora é bastante conhecida por abordar temas polêmicos e chocantes em seus livros e com A Lista Negra não seria diferente! Antes de começar a falar sobre o livro, ele não tem nada a ver com aquela série The Blacklist, ok?

O livro conta a história da Valerie Leftman, uma menina de 16 anos que passa por diversos problemas em casa e sofre bullying no Ensino Médio. Valerie é constantemente chamada de "irmã da morte" por seus colegas de escola por se vestir de preto e é importunada por pessoas que fazem de tudo para que ela, todo dia, tenha um péssimo dia. Mas, como toda garota de 16 anos, ela só quer se sentir segura e acolhida e por isso se apega tanto a Nick, que é seu namorado e confidente. Nick também sofre bullying e, em seu caso, a pobreza de sua família é que o leva a tantas perseguições no colégio, pois ele não tem grana para investir em um bom tênis e em roupas legais. Valerie e Nick têm um caderno, a lista negra, na qual eles registram o nome de todas as pessoas que fazem piadas com eles e os maltratam, pessoas que eles adorariam não ter que conviver todos os dias. O problema é que enquanto para a Valerie esse tal caderno é apenas um desabafo, para Nick é algo muito sério e um dia ele resolve ir armado para a escola e matar as pessoas que eles haviam colocado na lista negra. Valerie não sabia que o namorado seria capaz de fazer isso, não queria que ele tivesse atirado nas pessoas e nem matado ninguém. O problema, porém, é como explicar isso para a polícia e para a cidade inteira. Chocante, não é? Ao ler o livro, você irá testemunhar o rumo que a vida da Valerie vai tomar após tudo isso!

O livro é contato em primeira pessoa, nos mostrando os pensamentos da Valerie, e alterna trechos de noticiários, o que faz com que tudo pareça muito real. Com os recortes das reportagens passamos a ter dimensão de como a sociedade está enxergando a situação e qual é a reputação da protagonista. Através desse recurso, a escritora nos mostra a visão não só da imprensa, mas também de sobreviventes e de familiares das vítimas do massacre.

Acredito que A Lista Negra é um daqueles livros que todo mundo deveria ser obrigado a ler no Ensino Médio pois aborda um tema que ainda é muito superficialmente discutido: o bullying. O livro nos mostra que esse tipo de humilhação na escola pode ter consequências graves, afinal, nunca sabemos quais outros problemas um jovem pode estar enfrentando além do bullying. No caso de Nick, uma família desestruturada, extrema pobreza, falta de perspectiva na vida e uso de drogas contribuíram para que as consequências do bullying fossem ainda mais devastadoras. No entanto, mesmo sem que haja fatores para agravar suas consequências, o bullying é extremamente prejudicial, tanto para agressores quanto para vítimas, pois tira a todos a capacidade de enxergar uns aos outros como humanos.

Justamente por isso, grande sacada do livro é nos mostrar que por trás daquele monstro que foi capaz de abrir fogo contra a escola inteira, há um ser humano que foi vítima de pessoas que ele também considerava monstros. Para Valerie, Nick era apenas um garoto doce e encantador, que amava Shakespeare. Valerie, por sua vez, não era a garota com pensamentos doentios de vingança contra todos os seus colegas de escola, mas alguém que vestia um escudo preto de durona para esconder que sofria com as brigas dos pais em casa, que sofria por não ser aceita na escola e que buscava no namorado um refúgio. No fim das contas, Valerie é vítima dos colegas que a humilhavam e levaram Nick ao extremo, e também vítima da atitude de Nick. O bullying faz com que ela seja um vítima em dose dupla.

E você, o já leu o livro, o que achou? O que você pensa sobre bullying?

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#Resenha: Extraordinário: R.J. Palacio

Olá, pessoas!

Nesse feriado aproveitei para ler Extraordinário, da autora R.J. Palacio e simplesmente AMEI! O livro é um infanto-juvenil que foi lançado aqui no Brasil em 2013, pela Editora Intrínseca, e traz uma história cheia de emoção que vai deixar todo mundo com lágrimas nos olhos em vários momentos.

Todo o livro é escrito em primeira pessoa e alterna o narrador. Começamos com a narração de August Pullman, o Auggie, que é um garoto de 10 anos que vive nos EUA e mora com seus pais, sua irmã mais velha e sua cadelinha Daisy. Ele é o protagonista do livro, então todas as demais narrações são relacionadas a ele. Acontece que August nasceu com uma doença muito séria e seu rosto não é como os das pessoas comuns, seus olhos ficam quase nas bochechas, ele mal tem orelhas, seus lábios não conseguem sorrir como os das demais crianças e ele sente muita vergonha de sua aparência. Por conta de sua doença, Auggie nunca foi para a escola: ele passava por diversas cirurgias todos os anos, então sua mãe o ensinava em casa. Até que ao chegar no 5º ano do Ensino Fundamental e não precisar mais de tantos cuidados médicos, seus pais decidem que ele deve começar a frequentar uma escola regular. É óbvio que ele está apavorado com a ideia, mas acaba indo com a promessa de que poderá desistir caso não se adapte.

No decorrer do livro, temos a narração de outros 5 personagens da estória, porém o livro termina com a volta da narrativa de August. Esse recurso utilizado pela autora é importante para que possamos ver August do ponto de vista dos personagens que convivem com ele e entendermos que ele realmente possui um problema físico e o quanto a aparência dele afeta a vida de outras pessoas. A estória é escrita de maneira extraordinariamente cativante e consegue captar a pureza dos relacionamentos infantis, seja com amigos ou com os familiares, de maneira brilhante.

Eu me arrependo de não ter lido Extraordinário antes. É um livro que fala, principalmente, sobre valores: generosidade, amizade, amor. A narrativa, apesar de nos trazer um tema delicado, é recheada de bom humor, tornando a leitura extremamente leve.

O Kindle Paperwhite vale a pena?

Olá, pessoas!

Há dois meses resolvi comprar um Kindle. A versão que eu tenho é a do Kindle Paperwhite sem 3G. Porém, antes de comprar, eu tinha muitas dúvidas se valeria a pena ter um. Eu vivia dizendo que gostava dos livros em papel, que não gostava de ler PDF e minhas principais razões para querer um leitor de e-books eram o peso de alguns livros – eu já não lia calhamaços pelo peso – e ter que levantar da cama para apagar a luz antes de dormir – isso me dava tanta preguiça e tanta raiva de não ter um interruptor próximo à cama, que eu já nem lia mais antes de pegar no sono. Mas comprei o Kindle, não me arrependo e estou viciada e apaixonada por ele. Vamos lá conferir o que mais gostei a respeito dele.

“Ah, Veronica, mas você não fica com vontade de comprar livros de papel?”. Sim, mas compro agora só os livros que eu quero deixar na estante, e dos meus autores preferidos. Até mesmo porque os ebooks são tão mais baratos que eu iria à falência se comprasse a versão em papel de tudo que eu leio. E vocês, têm Kindle? O que acham sobre os leitores de ebook? Deixe sua opinião nos comentários!

#Resenha: Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática

GENTE! PELO AMOR DE GETÚLIO!¹

Hoje vim aqui falar com vocês sobre um livro muuuuito legal para ler depois de uma ressaca literária! É o último livro da Thalita Rebouças: Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática. Para quem não conhece a Thalita Rebouças, ela é uma escritora brasileira, talvez mais aclamada da atualidade entre os teens, e ficou conhecida pelos livros da série Fala Sério!. Resolvi dar uma chance para ela com esse título e amei o livro.

Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática é um livro infanto juvenil muito engraçado, a começar pelo nome,  cheio de gírias da geração Y, com uma linguagem fácil e uma escrita que prende. É também uma ótima sugestão de presente para dar para adolescentes dos 12 anos em diante e começar a incentivar a leitura. Como pontos negativos, no entanto, o livro traz alguns personagens um tanto caricatos, que não convencem tanto, como o personagem Zeca, melhor amigo da protagonista que usa muito jargões gays.

Páginas: 253 páginas / Editora: Editora Arqueiro Clique na imagem para ler o primeiro capítulo do livro no site da Amazon.

O livro é o diário de uma adolescente de quinze anos, a Tetê – o nome por traz desse apelido vai te arrancar muitas risadas! – que vai morar em um apartamento no Rio de Janeiro com seus pais, seus avós maternos e seu bisavô, depois que seu pai fica desempregado. Vivendo apenas com o salário de sua mãe, a família precisa vender o apartamento na Barra da Tijuca até que a situação financeira se estabilize. O problema é que, além de Tetê precisar dividir o quarto com seu bisavô no novo apartamento, ela é muito tímida e está morrendo de medo de não fazer amigos na escola na nova e sofrer bullying novamente. Sua mãe, inclusive, agenda uma consulta com um psiquiatra para ela, pois acredita que a filha não é normal: não tem amigos, não sai, não arruma namorado. A única coisa da qual Tetê gosta é de cozinhar, o que a faz ficar acima do peso! Porém, após o primeiro dia de aula na escola nova, algumas coisas começam a mudar na vida de Tetê e a gente acompanha tudo de camarote!

¹ Expressão usada pelo Zeca, personagem do livro.