#Resenha: Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática

GENTE! PELO AMOR DE GETÚLIO!¹

Hoje vim aqui falar com vocês sobre um livro muuuuito legal para ler depois de uma ressaca literária! É o último livro da Thalita Rebouças: Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática. Para quem não conhece a Thalita Rebouças, ela é uma escritora brasileira, talvez mais aclamada da atualidade entre os teens, e ficou conhecida pelos livros da série Fala Sério!. Resolvi dar uma chance para ela com esse título e amei o livro.

Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática é um livro infanto juvenil muito engraçado, a começar pelo nome,  cheio de gírias da geração Y, com uma linguagem fácil e uma escrita que prende. É também uma ótima sugestão de presente para dar para adolescentes dos 12 anos em diante e começar a incentivar a leitura. Como pontos negativos, no entanto, o livro traz alguns personagens um tanto caricatos, que não convencem tanto, como o personagem Zeca, melhor amigo da protagonista que usa muito jargões gays.

Páginas: 253 páginas / Editora: Editora Arqueiro Clique na imagem para ler o primeiro capítulo do livro no site da Amazon.

O livro é o diário de uma adolescente de quinze anos, a Tetê – o nome por traz desse apelido vai te arrancar muitas risadas! – que vai morar em um apartamento no Rio de Janeiro com seus pais, seus avós maternos e seu bisavô, depois que seu pai fica desempregado. Vivendo apenas com o salário de sua mãe, a família precisa vender o apartamento na Barra da Tijuca até que a situação financeira se estabilize. O problema é que, além de Tetê precisar dividir o quarto com seu bisavô no novo apartamento, ela é muito tímida e está morrendo de medo de não fazer amigos na escola na nova e sofrer bullying novamente. Sua mãe, inclusive, agenda uma consulta com um psiquiatra para ela, pois acredita que a filha não é normal: não tem amigos, não sai, não arruma namorado. A única coisa da qual Tetê gosta é de cozinhar, o que a faz ficar acima do peso! Porém, após o primeiro dia de aula na escola nova, algumas coisas começam a mudar na vida de Tetê e a gente acompanha tudo de camarote!

¹ Expressão usada pelo Zeca, personagem do livro.

 

 

 

 

 

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Blogueira desde 2011, escreve sobre dores, amores e livros. Paulistana e mãe de 3 gatos deseja compartilhar suas paixões nesse blog.

4 comments / Add your comment below

  1. Gostei da proposta do livro! Eu já não leio mais livros voltados pra o público teen, mas é sempre bom ter alguma recomendação pra indicar para o pessoal mais novo que está iniciando no mundo da leitura.

  2. Eu desisti desse livro pq assisti a uma resenha que fala que o livro não é um bom exemplo para as pessoas. Como se o livro desse mesmo a entender que os problemas da personagem principal são mesmos problemões e devem ser mudados, sendo que nem chegam a ser problemas, longe disso. Eu entendi que, ao invés do livro ensinar que devemos nos aceitar como somos, ele ensina que devemos mudar quando não seguimos os padrões da sociedade.

    E, miga, qual o problema de usar jargões gays?

    1. Eu ouvi algumas críticas a respeito do livro, porém discordo.
      No caso das mudanças que a personagem sofre, acredito que ela fez isso para se sentir bem. E não há nenhum problema em mudar para nos sentirmos bem.
      Um corte de cabelo, roupas que reflitam quem você é de fato, não há nada de errado nisso. Ela não é obrigada a alisar o cabelo, emagrecer para se adequar (ela simplesmente aprende a comer melhor por uma questão de saúde, tratar das acnes, etc.). O livro não incentiva que as garotas se adequem para sentirem-se bem, mas que procurem estar cercadas de amigos legais e que busquem a auto-confiança, ou seja, que descubram o poder que têm guardado em si.
      Quanto aos jargões gays, não há nada de errado em utilizá-los. Caso você leia o livro irá notar que o personagem, devido ao excesso de expressões gays, acaba ficando estereotipado, caricato e pouco convincente, afinal, não sei se você tem amigos gays, mas eles não falam gírias do universo homossexual a cada 5 segundos. É interessante que haja um personagem gay no livro, claro, mas acredito que os estereótipos possam acabar reforçando preconceitos a respeito do grupo em questão. Rimos com os jargões? Sim. Mas devemos lembrar que a orientação sexual de uma pessoa não é tudo sobre ela.
      De todo modo, achei o livro muito engraçado, bem estruturado e escrito. E acredito que a leitura valha a pena.
      Espero que tenha entendido o que eu quis expressar e obrigada pelo seu comentário!
      🙂

  3. Eu geralmente leio muito livro pesado, que deixa com ressaca literária. Confesso que adoro esses livros mais água com acuçar pra relaxar um pouco! 🙂

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