Linda, a dor não é tão glamourosa assim, afinal…

No final das contas, você descobre que não é tão cool assim contar pro mundo o quanto você é um sofredor pobre coitado que escreve coisas patéticas para chamar a atenção e ter uns minutos de fama. Cutucar feridas, falar de culpas, de corações  magoados e sobre aquelas coisas que deixam a gente deprimido não são coisas que fazemos como um simples ato de trocar de roupas. Não mesmo. Quem gosta de escrever sobre suas dores sabe que leva-se tempo, distanciamento e algum amadurecimento para colocar tudo para fora e com alguma comprovação de qualidade. No mais, escrever é sempre garantia de um pouco mais de auto-conhecimento e desabafos, publicados ou não…

Eu sou assim, escrevo por vício, por gosto, por terapia, por vontade de gritar sentimentos ao mundo e expulsar minhas dores, calar meus demônios e mostrar a mim mesma que, embora não pareça, também sou “alguém”; mas não escrevo por obrigação. Apesar de todo esse discurso chato pra caralho, não me sinto superior nem inferior à ninguém…

Sou só alguém em busca de um pouco a mais de auto-conhecimento, tentando entender como se faz para organizar uma cabeça que tende ao caos e está envolta de sonhos, mágoas e pensamentos soltos. Alguém tentando achar forças para perdoar, tentando ser mais positiva e encontrar disposição para levantar da cama todos os dias sem achar que é tudo o mesmo tédio, a mesma merda. Alguém tentando encontrar algum novo sentido para a vida (se é que existe) e algumas novas inspirações que façam o mundo girar mais bonito.

Então, desculpem-me o ar patético desses dias…

*Título é o nome de uma música do Dance of Days

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Blogueira desde 2011, escreve sobre dores, amores e livros. Paulistana e mãe de 3 gatos deseja compartilhar suas paixões nesse blog.

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