Um brinde ao domingo e aos filmes!

Depois de bastante tempo sem vir aqui pra falar de filmes, cá estou eu e espero que gostem das dicas de hoje! Para começar, quero citar dois filmes nacionais que eu amei!

Histórias de amor que duram apenas 90 minutos (2010 – Nacional) – Acredito que o filme seja para poucos e irá agradar quem goste de boas histórias com pitadas de ironia e mau-humor. O filme é todo narrado em primeira pessoa e contado sob a visão do protagonista Zeca, interpretado por Caio Blat. A fotografia é bonita, o cenário chama a atenção, os atores são excelentes e a trilha sonora é boa também.

Sinopse: Zeca (Caio Blat) é um escritor de 30 anos que, por não conseguir escrever, está no mais completo ócio. Ele é casado há cinco anos com Júlia (Maria Ribeiro), uma professora que sonha em fazer um curso em Paris. Um dia ele vê Júlia e uma amiga entrando em sua casa. Zeca consegue espioná-las através da janela e, ao vê-las apenas com roupas íntimas, passa a acreditar que Júlia o está traindo com uma mulher. A ideia não sai de sua cabeça, mas ele nada conta a ela. Quando Júlia se aproxima de uma de suas alunas, Carol (Luz Cipriota), Zeca passa a desconfiar que elas sejam amantes. Só que o ciúme aos poucos se transforma em desejo e Zeca se apaixona por Carol.

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Desenrola (2011 – Nacional) – Sabem aqueles filmes que fazem a gente mergulhar na história e querer aplaudir o roteiro? É Desenrola. A história é simples e poderia ser mais um clichê de filmes que abordam temáticas adolescentes, mas na minha singela opinião, consegue ser mais do que isso adicionando à receita uma boa dose de poesia e sensibilidade. Me deixou com vontade de rever.

Sinopse: Priscila (Olívia Torres) tem 16 anos e se acha uma garota normal demais, principalmente, quando repara em suas amigas. Quando sua mãe viaja a trabalho e ela fica sozinha em casa, decide que vai dar um jeito na sua caretice e vai fundo nessa ideia. Entre as muitas mudanças que pretende promover na sua vida, a virgindade parece ser uma das prioridades, mas sera que a hora certa é agora? Embora esteja decidida em investir no mais galinha da turma (Kayky Brito) para viver sua primeira experiência sexual, um trabalho em grupo na escola e uma viagem com amigos, podem mudar para sempre as suas expectativas porque ela descobre que nem tudo é exatamente como dizem e a verdade pode ser bem diferente da realidade.

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Lição de Amor (Perdona si te llamo amor – 2001 – Itália) – Assisti esse filme tem já algum tempo, mas não consigo tirá-lo da cabeça. Ele aborda um tema sempre polêmico: romances onde há uma grande diferença de idade entre os envolvidos. Porém, acredito que o que me encantou no filme foi a abordagem que procurou fugir dos lugares comuns a que normalmente se chega nesse assunto. Mais do que uma história de amor e diferenças de idade, o filme fala sobre qual o papel do amor, sobre coragem, sobre ser você mesmo e seguir o coração.

Sinopse: Nikki (Michela Quattrociocche) tem 18 anos e divide seu tempo entre os estudos no último ano do ensino médio e a ida em festas e clubes, juntamente com os amigos. Alex (Raoul Bova) tem 37 anos e uma carreira de sucesso como publicitário. Abandonado pela mulher que considerava ser seu “eterno amor”, a vida social de Alex agora se restringe aos antigos amigos. Um dia a vida deles se cruzam, quando acidentalmente Nikki bate sua moto no carro de Alex.

Desculpem, mas só achei o trailer em espanhol!

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Vou assistir: Reflexões de um liquidificador, Donnie Darko, e logo mais conto o que achei deles! E valeu aos meus amigos lindos pelas dicas lindas de sempre!

Afinal, o que é o bom-senso?

Imaginem se o bom-senso fosse uma questão de idade. Ok, vocês podem pensar que as crianças e os adolescentes seriam muito pedantes, e isso é verdade, mas ao menos teríamos a certeza de que com a chegada da idade as pessoas usariam cada vez mais esse artifício que tem andado tão em falta ultimamente. Imaginem que alegria: quanto mais velha a pessoa, mais tolerante, cabeça aberta, mais leve e menos “cri-cri”. Porém, feliz ou infelizmente, não é o caso; o bom-senso não é uma questão de idade e têm feito falta. Além disso, convenhamos, para nós, têm bom-senso aqueles que concordam conosco e, para muitos de nós, todos os demais estão ocupando apenas mais espaço no mundo e dificultando nossas vidas. Afinal, o bom-senso é algo que só você tem, e não pertence a mais ninguém. É a lei daquele que está por cima, e quem está por baixo é que se dane!

Mas será que não dá pra decidir de uma vez o critério para o tal do bom-senso sem levar em conta somente a nossa opinião? Não dá! Estamos afogados numa maré de indecisão coletiva, e o maior reflexo disso é a necessidade quase patológica de cuidar e dar opinão sobre a vida do outro, de cobrar atitudes politicamente corretas do mundo inteiro quando nós mesmos fazemos cagadas o tempo todo, e mais uma porção de coisas que eu passaria a vida enumerando. E então, o resultado de tudo isso é que não encontramos um consenso e ficamos nessa espécie de “lei do mais forte” ou “o inferno são os outros”, etc…

E, perdidos no meio dessa confusão e de gente trocando cobras e lagartos, o que sobra aos que tentam resgatar o bom-senso das gavetas é ficar de saco cheio disso tudo e viver da sua prória maneira, que não é necessariamente politicamente correta, mas também não prejudica ninguém. Talvez o bom-senso de verdade, que coitado, tem sido confundido com tantos outros adjetivos, seja o velho bordão do “viva e deixe viver”.

E aí, já pensou em escrever um livro?

Não sei se é tão comum entre os meus leitores, mas tenho vários amigos que adoram escrever contos e romances, e já até pensaram em sair do anonimato publicando suas estórias! De passatempo e hobby, escrever “profissionalmente” se tornou uma das minhas possibilidades de futuro e estou aqui hoje para compartilhar algumas dicas muito valiosas para quem escreve ou pensa em escrever romances!

A escritora Lycia Barros (site aqui) criou um canal de vídeos no youtube e dá dicas interessantíssimas para quem deseja escrever romances e livros de forma em geral. Como se livrar do bloqueio criativo, quais são erros mais comuns dos autores iniciantes, como escrever uma boa sinopse, como começar a escrever, como amarrar bem a história e não se perder durante o processo de criação do seu livro, ela ensina todas essas coisas e a gente termina os vídeos com aquela vontade de escrever retirada da gaveta! Quem se interessa e quer ir mais a fundo nos estudos, deseja aprimorar a técnica, ainda pode participar dos cursos que ela ministra presencialmente, ou optar por aulas particulares via skype!

No site, você pode ler algumas páginas dos livros que ela publicou, vale a pena! Conheci hoje e já fiquei com vontade de ler “A garota do outro lado da rua”. Assim que eu comprar e terminar minha leitura, conto aqui o que achei! Fica aí um vídeo com algumas dicas!

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Linda, a dor não é tão glamourosa assim, afinal…

No final das contas, você descobre que não é tão cool assim contar pro mundo o quanto você é um sofredor pobre coitado que escreve coisas patéticas para chamar a atenção e ter uns minutos de fama. Cutucar feridas, falar de culpas, de corações  magoados e sobre aquelas coisas que deixam a gente deprimido não são coisas que fazemos como um simples ato de trocar de roupas. Não mesmo. Quem gosta de escrever sobre suas dores sabe que leva-se tempo, distanciamento e algum amadurecimento para colocar tudo para fora e com alguma comprovação de qualidade. No mais, escrever é sempre garantia de um pouco mais de auto-conhecimento e desabafos, publicados ou não…

Eu sou assim, escrevo por vício, por gosto, por terapia, por vontade de gritar sentimentos ao mundo e expulsar minhas dores, calar meus demônios e mostrar a mim mesma que, embora não pareça, também sou “alguém”; mas não escrevo por obrigação. Apesar de todo esse discurso chato pra caralho, não me sinto superior nem inferior à ninguém…

Sou só alguém em busca de um pouco a mais de auto-conhecimento, tentando entender como se faz para organizar uma cabeça que tende ao caos e está envolta de sonhos, mágoas e pensamentos soltos. Alguém tentando achar forças para perdoar, tentando ser mais positiva e encontrar disposição para levantar da cama todos os dias sem achar que é tudo o mesmo tédio, a mesma merda. Alguém tentando encontrar algum novo sentido para a vida (se é que existe) e algumas novas inspirações que façam o mundo girar mais bonito.

Então, desculpem-me o ar patético desses dias…

*Título é o nome de uma música do Dance of Days

Rascunhos de uma rabugice imensa que você, leitor, não precisa ler…

O peso que sai de cima dos ombros na véspera de um feriado em que vamos dormir até as tantas da tarde ou acordar cedo para viver as nossas vidas como se as pretensões alheias não importassem. O aperto que sai do coração quando decidimos não mais nos importar com aquilo que nos arranca a energia. A vida que vivemos aos finais de semana e a vida que empurramos com a barriga 80% dos dias.

É viver como se não houvesse amanhã e viver sem esquecer do amanhã. É viver a morte diária de levar uma vida ingrata todos os dias para poder viver dias de gratidão. É estar preso no trânsito quase infernal das avenidas e ouvir esperanças tocando no rádio, fazendo florescer imagens que mais se parecem com saudades do que estamos buscando tempo para viver.

É aguentar um mundo de machismo, sexismo, falta de senso de humor, misoginia e hipocrisia. É perceber que mulheres que falam abertamente de sexo são chamadas de vulgares, enquanto os homens que falam as mesmas coisas estão apenas tendo uma “conversa de homens”. É ver homossexuais ganhando uma etiqueta social de doentes e pedófilos, enquanto os mesmos “homens de Deus” que fazem sermões nas igrejas, e defensores da moral e bons costumes, promovem a discriminação e inflamam ignorantes com suas verdades estúpidas. É viver em um mundo dominado pela hipocrisia e pelas aparências, e esperar a hora de cagar para exercer o livre direito de ser você mesmo. É como não fazer parte do mundo, discordar de padrões doentios e valores completamente invertidos. É sentir nojo de mães que colocam seus filhos no mundo, os jogam nas latas de lixo, e córregos de esgotos, e ser obrigado a ouvir quem critique a necessidade da descriminalização do aborto. É querer cuspir no senso-comum, e atirar pedras na sociedade.

É viver alguns dias no inferno e esperar mais alguns para tomar uns porres e ter uma pequena dimensão do paraíso.

Eu não sei amar ninguém

Eu não sei amar ninguém. Meu amor, ou o que eu deveria chamar de outra coisa, não passa de um misto de anseios e inseguranças, sonhos novos e velhas frustrações, adicionados à necessidade de sanar um vazio com cheiro de perfume adocicado, cores suaves e estórias para crianças. Eu não sei amar ninguém. Não sei, senão, amar a mim mesma e criar amores platônicos de propósito, na esperança desesperada de me livrar da solidão de ter vários ao meu redor e nenhum dividindo coisas da alma, como se o amor fosse uma luz a se perseguir, que sempre se apaga quando a alcanço. Eu não sei amar ninguém, mas vejo filmes românticos suficientemente para achar que é bom ter alguém para ir ao cinema, discutir e passar as tardes sonolentas de domingo… Amores que crescem como frutos de árvores e apodrecem.