Meus discos preferidos de 2011

Com a chegada do réveillon sempre começam as reflexões sobre as coisas que conhecemos, vivemos, ouvimos nos últimos 11 meses do ano, e junto com as tais reflexões, os blogueiros adoram começar a fazer as listas pra tentar resumir o que de mais importante aconteceu no ano. Aqui o Poética de Penseé não poderia ser diferente!

Os 5 melhores discos de 2011 na minha singela opinião e com um clipe de cada ficar com uma vontadezinha de ouvir!

5 – Tiê – A coruja e o Coração

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=5q1Gm3qga4k&feature=relmfu]

4 – Foo Fighters – Wasting Light

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=4PkcfQtibmU]

3 –  China – Moto Contínuo

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=_qfguyssBzs]

2 – Agridoce – Agridoce

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=vOL-AvxD9w4]

1 – Adele – 21

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=hLQl3WQQoQ0&ob=av2n]

Todos esses discos têm canções que me tocaram profundamente, viajaram comigo para todos os lugares por onde passei durante esse ano e fazem parte também do meu crescimento, da minha abertura para outros ritmos musicais e outros universos! Espero que tenham gostado e digam quais foram os discos que ganharam mais destaque na opinião de vocês!

Eu sempre peco pelo excesso…

… de confiança, de envolvimento, de me doar e, sem querer, achar que irão fazer o mesmo por mim. E por isso, muitas vezes me deixei enganar, ser passada para trás como um par de brincos que ficou velho e sem graça demais pra se usar, e pior, talvez acreditando que tudo era melhor ou tal como eu enxergava. O tempo adequou minhas lentes ao meu grau de miopia, me ensinou a ser mais gentil comigo e egoísta com as demais pessoas, me fez entender o que eu precisava entender das coisas que vivi, e sofri, ri e chorei.

Foi assim que eu me fiz, e desfiz, e fiz novamente, dando um jeito de expurgar os demônios e tudo o que não me servia para além de ocupar um espaço que poderia ser preenchido por uma infinidade de coisas novas. E me livrando de tudo o que só me impedia de seguir com a vida em frente, tenho pensado em tantas coisas, que fica difícil não escrever… É  nas palavras que tenho encontrado conforto dentro de mim mesma, e me escondido para poder encontrar fragmentos perdidos dentro de mim e quem sabe, encontrar a mim!… Não que eu esteja perdida! Sei de cada detalhe meu, tenho planos perfeitamente traçados, só esperando a hora de começarem a ser realizados, sei de cada falha e cada ponto positivo, sei de mim com tanta clareza que não preciso mais de espelhos, talvez só precise achar a cartilha que me ensine a lidar com isso. Sei de tudo que tenho, e tenho tentado dar tanto valor a isso tudo pra não pensar no que me faz falta…

“Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais.” Caio F. Abreu

 

Procurando por um bom título…

Acho que a vida é sobre encontrar novos motivos dentro de si, ou até fora,  pra levantar da cama todos os dias  e tentar ser feliz… Eu tenho necessitado de uma vida urgente, rápida, onde tudo acontece ao passo em que eu penso, e se concretiza no minuto seguinte. Porém, o que acontece é que as coisas não funcionam dessa maneira, não são fáceis e eu fico me enchendo de perguntas, querendo entender os porquês dessa vida, os porquês de tudo.

Eu vivo de fases, variando entre tonalidades de cinza, às vezes perto do branco, da calma e da paz interior, e outras beirando ao abismo do preto, necessitando encontrar um vento pra me livrar da claustrofobia que é estar dentro da minha cabeça… Faz parte de mim viver assim e eu não sei fazer nada se não for dessa maneira, me livrando de querer simplificar as coisas e sempre com o medo de perder a profundidade. Simplificar o que não é simples, achar graça em festas bonitas com gente vazia, superficial e chata, sem sal, açúcar, pimenta… Não! Eu sou outra! Nas fases boas ou ruins, eu gosto do atrevimento, me atrai o diferente, o olhar sarcástico, as observações que se assemelham a análises da alma e da natureza das coisas. Eu gosto do profundo, de achar beleza e sentido no inusitado, de viver cada fase como se fosse um filme, pois nunca sei se sobreviverei à próxima. Eu não sou e não gosto de puritanismo, viver pra mim tem que ser intenso, sincero, do contrário prefiro ficar em casa assistindo a um filminho mela cueca.

Tenho sentido falta e saudade de coisas e pessoas que eu nunca conheci, de experiência as quais eu desconheço e, acima de tudo, de verdade. De vazio já basta a alma, que aquece e esfria, num ciclo shivariano que nunca acaba.

Wanderlust

Eu tenho gosto pelo desconhecido, por saber até onde ele pode me levar e quais sensações, boas ou más, ele pode me trazer. Me irritam fotografias que só mudam a paisagem, com as mesmas pessoas de sempre, a mesma linha de assuntos, todos sorrindo para a câmera por uma piada que já foi repetida diversas vezes. Depois de um tempo vivendo mais do mesmo, tudo perde o encanto. A alegria com a casa nova, a mudança de cidade, as manias fofas do namorado, quando tudo isso vira rotina, automaticamente perde a graça e não há nada de tão feliz, fofo ou romântico fora o fato de buscar renovar a paixão perdida todos os dias para que, no final, não sejamos engolidos pela melancolia do nosso tédio.

Tenho aos poucos me cansado de tudo, sentido que eu mudo a uma velocidade colossal enquanto tudo continua igual e eu não faço mais parte de nada, nem de mim mesma… Tudo o que é seguro, perfeito, constante demais, cansa. Há muito mais perspicácia em recolher cacos de vidro quebrados e tentar fixar todos eles, do que observar um objeto inteiro quando você sabe exatamente o que esperar dele. É por isso que eu quero certezas, mas não muitas. Eu quero tudo o que for inconstante, dúbio, incerto, por que me cercar dessas coisas faz com que na minha falta de verdades pra chamar de minhas, eu ainda possa ser eu mesma e muitas. Tudo ao mesmo tempo. Simplesmente não pode fazer sentido cercar-se de tantas convicções a ponto de se tornar as próprias convicções e então deixar de ser essência, pensamento e renovação.

Há beleza na desordem, há encontro no desencontro de ideias e enquanto houver vida, haverão também perguntas, e delas, as metamorfoses.

*Texto escrito com 130 ano, Agridoce, na cabeça.

Eu tenho lágrimas e sorrisos pra gastar, e só quero "um veneno anti-monotonia"!

Ontem eu ainda tinha medo de vivenciar as coisas, hoje não mais. Não quero viver presa à desconfiança e ao receio, agindo de forma correta e repetindo o comportamento cheio de culpa e julgamento que eu repugno nas pessoas. Não quero saber de religiões ou de qualquer outra coisa que me faça ficar presa a verdades universais…  Eu nunca encontrei as certezas dessa vida e quero continuar assim, mudando de opinião nem que seja pra ver que eu estava errada e mudar mais uma vez.

Inconstância define, porque eu tenho 19 anos, algumas convicções e não posso cair na monotonia de me conformar com a vida e achar que é assim que tem que ser. Eu quero mais do que isso, quero ser feliz e também quebrar a cara sem medo de sentar na sarjeta e chorar minhas mágoas, porque é assim que se cresce e se constrói o que no futuro pode ajudar a levantar. Quero me livrar de tudo que me impede de sentir, viver e conhecer universos diferentes, mesmo que o preço a pagar por isso seja me debruçar em melancolias e soluços por um tempo. A gente chora, e não é só porque vive na ditadura da felicidade que não pode ficar triste!

Também quero me sentir contente por estar vivendo coisas simples, uma tarde com amigos, rindo, falando besteiras, tendo ataques de risos e assuntos insanos. Então vou me livrar também de toda gente chata e que nunca relaxa, que sempre vê problemas, fica preso a convencionalismos baratos e hipócritas, o que eu chamo de gente limítrofe. Nunca conseguem ir adiante de seus preconceitos adquiridos de não sei de onde.

Só sei de onde parto, e estou curiosa pra saber em que parte estranha de mim é que vou chegar. Quem sabe um dia eu possa contar… “Perfeição não é só sobre controle. Significa também se soltar.” Cisne Negro

 

Eu precisava de um distanciamento pra conseguir falar de e pra você, que foi sem querer, alguém…

Naqueles dias onde mal conseguíamos suportar a pressão de sermos quem éramos, e colidir com as nossas sombras que ao mesmo tempo também eram as nossas paixões e descobertas, você se fez presente e essencial até hoje, me fazendo encarar desafios, faces de mim mesma que eu sempre tive medo e nunca soube como lidar. Você sempre foi mais forte, teve mais coragem, tinha uma leveza pra lidar com a realidade enquanto eu agia com melancolia frente a ela.

Mas hoje eu vi um filme, e entendi coisas sobre mim mesma, coisas que aliás eu sempre achei que soubesse, mas que me foram jogadas na minha cara de uma forma tão contundente sem que eu pudesse me defender. Sei que sempre fui fraca e mimada, e até derrotista, preguiçosa até na hora de lutar por coisas que eu queria, e você me dizia uma frase solta em meio a nossas conversas que se seguiam pelas madrugadas, e tudo mudava em mim… Acho que nunca havia te dito isso.

Tanto tempo passou e aquelas manhãs e tardes tão sagradas já não fazem parte de nossas vidas, apenas das lembranças. Dá saudade sempre, mas o tempo garantiu que nos afastássemos de tanta gente inútil e que nos fazia mal, que penso que foi inclusive uma troca justa! Qualquer dia quem sabe podemos sair, relembrar os bons tempos, tomar alguns drinks, lembrar das nossas obsessões por Evanescence, Pitty, Linkin Park, Simple Plan e outras coisas que não fazem mais parte da nossa rotina, mas do terror dos tempos de escola.