"O saldo final de tudo foi mais positivo que mil divãs (…)"

2011 foi um ano muito bom, onde muita coisa boa aconteceu (as ruins a gente esquece!) e onde principalmente conheci muita gente nova, fiz bons amigos, reafirmei amizades antigas, ri muito, me diverti, estudei, pintei o cabelo, defini prioridades e consegui preencher minha vida com pessoas e sentimentos bons e me desfazer de boa parte do que já não me servia mais.

Estou confiante e cheia de planos para 2012 e espero que, se no próximo dezembro o mundo acabar mesmo, que nesse intervalo a gente possa aproveitar tudo o que o universo nos oferece, o que for ruim pra aprender e o que for bom para eternizar nas memórias.

Então todo mundo: Lucas, Mônica, Marília, Dico, Potter, Rafa, Véio, Talitha, Xuáh, Gabizinha, Porra Louca, Elô Gerolin, Elo Neri, Thalita, Anna Cris, Will, Ivy, Wanessa, Willy, Amandinha, Nathi, Paulo, Scott, Karina, Felipe e todos que não são mais tão  próximos: Feliz 2012 para todos!!! Que no ano que vem a gente possa realizar nossos sonhos e planos, e continuar fazendo histórias pra contar!

E aproveitando: FELIZ ANIVERSÁRIO, XUÁAH! Muito boy magia pra você em 2012!!

As velharias musicais que eu ainda amo!

Parece que os anos 90 foram ontem com todos aqueles pagodes horrendos que faziam o maior sucesso e também com bandas de rock que enlouqueciam a cabeça dos jovens. Quem é que não se lembra do Só pra Contrariar, do Molejo, Alexandre Pires e todas essas coisas bizarras que lideravam a audiência televisiva e as vendas de disco? Titanic era o filme mais comentado e Celine Dion não parava de tocar nas rádios, além disso, a Mariah Carey ainda cantava, não tinha peitões e desfilava com aquele cabelo de poodle que valia por uns dez cachorros! Para as crianças o que fazia sucesso era Sandy & Junior, KLB, Xuxa e pra detonar o que já não era lá muito bom, o É o Tchan! Apesar de tudo, os anos 90 e aquelas cores esquisitas, aquela moda do moletom e dos cabelos mais sem graça possíveis, até hoje traz recordações e artistas que fariam bem a 2011 e seu rock bunda-mole. Então, vamos parar de falar da parte cômica dos anos 90 e falar do que interessa, o rock baby!

 Os anos grunge, com bandas geralmente nascidas em Seattle para as rádios de todo mundo e a MTV! A mais conhecida e bem sucedida era o Nirvana de Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl, que tinha uma atitude de palco incrível e empolgante, com as letras cheias de profundidade e significados.

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E o Pearl Jam de Eddie Vedder, que em paralelo ao sucesso do Nirvana, levantava multidões de garotos se divertindo em seus moshes e rodas punk.

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Além do Nirvana, faziam sucesso também Soundgarden, o Hole, o Silverchair e o Creed.

Já no cenário pop rock, a grande revelação foi a Alanis Morissette, com letras incisivas, os cabelos jogados ao vento, a sinceridade. E ela continua na ativa até hoje, talvez menos presente na grande mídia, mas com trabalhos de excelente qualidade.

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Outra banda, que surgiu nos anos 80 mas que fez muito sucesso nos 90 foi o U2 com Bono Vox, senhor do ativismo politicamente correto que apesar de fazer boas músicas, me irrita um bocado.

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E falando dos irlandeses, não poderia faltar o Cranberries, com músicas que até hoje ouço sempre e gosto muito.

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Já no cenário nacional, muita coisa boa fazia sucesso. Foi época de consagração para bandas como Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Titãs, Skank, Capital Inicial, Ira!, Ultrage a Rigor, e o nascimento de outras que revolucionaram o que vinha sendo feito na música. O Raimundos com suas letras proibidas para menores de idade,  não parava de tocar nas rádios e os clipes eram sempre os mais pedidos na MTV.

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O Charlie Brown Jr., com Chorão na liderança, os garotos de Santos e o Skate:

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O CPM22 trazendo ao Brasil o Hardcore Melódico, com Badauí nos vocais e o famoso baterista Japinha, que arrancava suspiros das fãs.

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E pra terminar com chave de ouro (ou não):

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"Não há silêncio na solidão"

Ela coçou a orelha com a ponta dos dedos, a alergia de sempre dos brincos a fez arrancá-los sem pensar duas vezes, e sentou-se à beira do sofá tirando os sapatos. Finalmente em casa (ou infelizmente em casa), no silencio que perturbava a paz do ambiente enquanto seus irmãos menores e seus pais dormiam tranquilamente. Sentia que uma bomba ou qualquer coisas que fizesse barulho ou gerasse movimento precisava explodir porque enquanto estava ali naquele marasmo de vida sua cabeça era perturbada com milhares de insatisfações. “Não há silêncio na solidão”, lembrou do trecho da música que ouvira a duas horas atrás e achou que finalmente havia encontrado um sentido para a canção, com exemplos refletidos naquela melancolia momentânea, com sensação de prazer interrompido na metade, expectativa frustrada, vontade de uns porres, de chorar, de achar algum sentido novo para a vida.

Foi para o quarto, despiu-se das roupas com cheiro de cigarro e cerveja, entrou embaixo do chuveiro, ignorando o celular vibrando na pia do banheiro, enquanto tentava entender ou parar de pensar por que era sempre ela a imaginar situações pelas quais gostaria de passar, fantasiar amigos, lugares, amores e nunca viver nada disso. Sentia-se pela metade, assim como tinham sido todas as suas experiências amorosas, até onde ela deixava que as pessoas, inclusive seus próprios amigos, a conhecessem. A insatisfação era generalizada, aparente e incurável.

Precisava se encher de compras, de risadas em mesas de bar, enxergar beleza na simplicidade das coisas, e não sabia como fazer nada disso. Suas fantasias pareciam não poder se encaixar a realidade. Não conseguia se imaginar bonita como eram bonitas as meninas que ela via todos os dias no metrô e tentava descobrir o que as tornava tão interessantes. Não se imaginava feliz como os casais que ela via nos domingos em suas caminhadas matinais. “No fundo você se acha incapaz. E sem necessidade! Depois que você foi embora ele ficou aflito, querendo saber o que te deu!”, dizia a mensagem no visor do celular.

Enquanto fosse infeliz e insegura, tampouco iria parecer feliz ou bem resolvida, pensou. Talvez devesse começar a agir ao invés de esperar que a vida fizesse acontecer e procurar por si só entender sobre as coisas que as pessoas geralmente acham graça, conhecer novas pessoas ou, quem sabe, continuar fazendo as mesmas coisas com as pessoas de sempre e um espírito diferente. Devia ter hesitado em tirar os brincos, trancado a porta no instante em que a destrancou e vestido um sorriso na cara e disfarçado. Quem sabe se levasse si mesma e as próprias fantasias a sério, então as pessoas e o universo passassem a acreditar nelas também. Já era tarde, foi se deitar com os ácaros cantantes de seu travesseiro. Eles completavam a música.

“Voltar a ser alguém que me caiba
Sempre lembrar de que nunca mais
Chega mais cedo do que se pensa”

*Título e trechos da música: Me Perdi – Martin & Eduardo

"Todo dia alguém bate à nossa porta e nos convida a desistir."

Sobre o título, não sei porque o escolhi, talvez seja porque tudo que o Caio Fernando Abreu escreve me agrada, mesmo não me trazendo nenhum sentido específico no momento.  E falando nele, tenho redescoberto o prazer em alguns gostos antigos, que eu acho até que já havia me esquecido, como o sabor incomparável de uma tarde de domingo ao som de um bom CD, deitada na minha cama com mil almofadas, um cobertor para esquentar os pés e um livro para invadir a mente de fantasias, reflexões, descobertas, humor, ou um pouco de tudo isso junto, sem pensar em mais nada.

Novos horizontes fazem bem, mesmo que estes estejam só nas linhas de um bom livro. Caio Fernando mesmo já dizia: “Às vezes a gente vai-se fechando dentro da própria cabeça, e tudo começa a parecer muito mais difícil do que realmente é.”

"(…) dê seu coração para ele, ele lhe dará o dele."

Nenhum presente será tão eterno na memória e no coração quanto um que seja capaz de retribuir todo o amor que recebe… Eu não coloquei na minha lista dos melhores filmes que assisti nesse ano porque esqueci, mas hoje, bem, vocês sabem, passou Marley & Eu na televisão e parece que foi só pra me lembrar do quanto esse filme me diz tanto e me emociona. Só quem tem ou já teve um cachorro, sabe o apego que se cria, e a profundidade do amor que um bichinho é capaz de sentir mesmo que seja incapaz de expressar isso em palavras.

Eu tinha 4 ou 5 anos quando ganhei meu primeiro cachorro e me lembro como se fosse ontem do meu pai chegando do trabalho com ele, um filhote de poodle branco com 2 meses de idade. Foi amor a primeira vista e o chamei de Pluto, porque eu gostava muito de assistir Mickey Mouse. Ele comia meus brinquedos, meus pares de sapatos, roía os móveis, mas mesmo não sendo um bom exemplo, me ensinou valores que eu jamais vou me esquecer: o respeito à vida, o valor de uma amizade, o que é lealdade. Então aos 12 anos de idade ele se foi, e até hoje quando vejo fotos, lembro de coisas que passei ao lado dele, e choro muito de saudade. Ainda me dói o coração e me faz pensar que todos os cachorros deveriam ser eternos, e morrer só depois dos donos.

Assistindo Marley & Eu, chorei muito por sentir saudade, chorei por saber que inevitavelmente irei passar por essa dor de perda ainda algumas vezes e por sentir medo de que seja em breve… Chorei por sentir pena de todos os cachorros que como aquela Yorkshire e milhares de cachorros que vivem nas ruas ou são maltratados por suas próprias famílias, não tiveram a sorte de encontrar donos que reconhecessem a sinceridade do amor que são capazes de doar. É pra esses e pros melhores presentes que já ganhei nessa vida, que dedico esse post e se você não assistiu, não perca essa oportunidade!

“Para um cão,você não precisa de carrões,de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significavam nada para ele. Um graveto já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dara o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?”

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O tédio, as férias e os filmes

Minha dica de hoje vai para quem está de férias e não sabe muito bem como escapar do tédio. Bom, vá a locadora mais próxima, providencie a coca-cola e a pipoca que as dicas ficam por minha conta! Aí vão os 5 filmes pra dar um up nas suas tardes:

5 –  Cisne Negro (Black Swan – 2009) – Se dependesse apenas do meu gosto (e não do meu bom senso) esse filme seria o primeiro da lista, mas não é porque ele tem um grande potencial para causar um desconforto interno. É um drama psicológico, estrelado pela incrível Natalie Portman, que tem como pano de fundo a rotina de uma companhia de ballet que precisa reerguer sua fama e seu lucro, e para isso cria um espetáculo pretensioso que precisa de uma verdadeira artista para garantir seu sucesso.

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4 – Um dia (One Day – 2011) –  Tendo como protagonista a Anne Hathaway, One Day é um filme emocionante (e chocante). As atuações e a trilha sonora são incríveis, além do filme ter uma fotografia muito bonita. Prepare a caixa de lenços, porque você provavelmente vai chorar e muito!

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3 – O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le fabuleux destin d’Amélie Poulain – 2001) – A personagam Amélie Poulain é interpretada pela atriz Audrey Tautou e vive numa busca pessoal e autêntica por sua personalidade, tentando fazer pequenos gestos para tornar as pessoas mais felizes. O filme se passa na França e tem uma fotografia diferente, um foco de câmera e uma história diferenciada. Talvez não seja um filme pra um grande público, mas vale a pena ver.

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2 – Se eu fosse você 2 (2009) – Esse filme é a prova de que o cinema nacional não decepciona ao se tratar de comédias de qualidade. Prepare-se pra rir muito com a trama e as interpretações de Glória Pires e Tony Ramos. Esse filme nasceu um clássico!

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1 – Má Educação (La mala Educación – 2004) – Esse filme é simplesmente incrível! A história de início parece sem nexo e tende a ser confusa: você irá sentir como se tivesse perdido uma deixa importante e os pontos sem nós só serão explicados nos últimos minutos do filme. O diretor é Pedro Almodóvar, se puder, assista mais filmes dirigidos por ele, são todos excelentes aos olhos dos amantes do cinema cult. Um filme dentro de outro, surpreenda-se!

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